A EDUCAÇÃO CARECE DE INOVAÇÃO
 

Palestrante diz que a aplicação das novas tecnologias é um trampolim na Educação, que sofre de paradigmas antigos

“Na Educação é que se tem menos inovação para solucionar os problemas da comunidade.” Esta é a opinião do professor Rogério da Costa, de 44 anos, do departamento de Computação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ele participou do primeiro dia do Ciclo de Palestras desta 5ª Educática, com o tema “A Inteligência Coletiva na Aprendizagem em Ambientes Virtuais” e, numa entrevista exclusiva, momentos antes da conferência, avaliou o sistema educacional nacional e o uso das novas tecnologias dentro do projeto de inclusão digital.

Para Costa, “o educador é um prisioneiro dos regulamentos pedagógicos e, a inovação, parece vir por último”. Entretanto, apesar de mínimas, é no ensino infantil que ele vê mais inovações do que no fundamental. Costa também enfatizou que é preciso mexer com a cabeça da criança. “Não é só colocando computador em sala de aula que a coisa muda. O problema está em inovar dentro de um campo que ainda tem muitas amarras”, argumentou.

Costa explicou, ainda, que não são as tecnologias que vão resolver as dificuldades, mas a forma de se trabalhar com essas pessoas, dando suporte para o desenvolvimento da criatividade e espaço para a inovação. “Os alunos devem ser preparados para se transformarem em empreendedores desde o primário, e não para serem empregados”, ponderou o professor, que integra o Laboratório de Inteligência Coletiva da PUC.

Ele também enfatizou que é preciso promover a educação para a construção do conhecimento. E que, por meio da aprendizagem virtual, as pessoas podem produzir em conjunto. “O que se percebe é que as pessoas têm arquitetura individual, mas trabalham coletivamente”, justificou, ao salientar que a aplicação das novas tecnologias é um trampolim na Educação, que sofre de paradigmas antigos. “É preciso pensar o que isso significa”, ponderou Costa.