Em
tempos de guerra, exclusão e injustiças sociais
por todo o mundo, as tecnologias da informação
e a comunicação educacional surgem como uma
poderosa ferramenta de inclusão. Comunidades carentes,
escolas, idosos e até grupos de deficientes se utilizam
dos recursos da internet e do vídeo como forma de inserção
na sociedade, um jeito diferente de se mostrar, de aprender
e de conhecer pessoas com os mesmos problemas e a mesma vontade
de progredir.
Coisa de elite? Sim e não. De tão complexa,
a questão merece algumas considerações
especiais. A primeira delas é que tratamos de um país
com uma área de 8,6 milhões de quilômetros
quadrados, com mais de 170 milhões de habitantes de
acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Mesmo na era da globalização, é um tanto
difícil considerar certa unidade em tais dimensões.
As diferenças regionais brasileiras, especialmente
na questão da educação, beiram o absurdo.
A tecnologia, entretanto, tem mostrado uma capacidade incrível
de ultrapassar fronteiras, levando a inclusão digital
como uma grande opção de aprendizado e inserção
de comunidades carentes na sociedade.
A partir da Declaração Universal dos Direito
Humanos pela ONU em 1948, e dentro da perspectiva do aumento
da importância dos meios de comunicação
na vida das pessoas, a simples “liberdade de expressar-se”
evoluiu para um patamar intermediário, passando a englobar
o “direito de saber”. Daí evoluiu para
um nível mais abrangente, englobando o “direito
de acesso aos meios necessários para se emitir e receber
informação”, conceito mais afinado com
as possibilidades que a tecnologia da informação
é capaz de proporcionar aos indivíduos.
Atualmente, esses direitos consideram-se imperativos para
o exercício pleno da cidadania e para a democracia.
Dentre as necessidades fundamentais do ser humano está
a de saber, de conhecer e de compreender a si, aos demais
e ao ambiente em que vive, bem como a necessidade de compartilhar
essas descobertas com os seus semelhantes. |