Jundiaí
- a cidade que promove e sedia a Educática - trabalha
muito bem essa questão no curso de informática
gratuito disponibilizado a toda a população.
As pessoas mais simples, em geral, são as que mais
aproveitam a oportunidade. É o caso das merendeiras
do sistema municipal, que tiveram de aprender informática
para mexer no software implantado pela prefeitura com o objetivo
de evitar desperdícios de alimentos. O sucesso foi
tanto, que todas elas fizeram o curso completo e ainda querem
se aperfeiçoar.
A Rede Saci – rede eletrônica para difusão
de informações sobre deficiência –
é outro belo exemplo. Seus usuários são
pessoas portadoras de todos os tipos de deficiência,
familiares, profissionais especializados, membros do poder
público e formadores de opinião. Tendo como
tema a Educação e o Trabalho para deficientes,
a rede disponibiliza canais de comunicação,
estimulando a inclusão social e a melhoria da qualidade
de vida dos portadores de deficiências.
O programa paulistano Novolhar baseia-se na constatação
de que o crescimento da marginalidade, da violência
e do uso de drogas está diretamente relacionado à
falta de alternativas pessoais e sociais. O projeto privilegia
jovens excluídos socialmente usando como pretexto a
formação na área de vídeo e televisão,
cuja linguagem interessa e seduz esse público. Contribui
portanto para a multiplicação de pequenas iniciativas
da sociedade civil, que deve assumir sua parcela de responsabilidade
diante das problemáticas sociais.
Na própria Febem, o Novolhar propõe formação
em vídeo-produção, área que oferece
mais de 70 profissões, de maquiador a operador de câmera,
de cabeleireiro a locutor. Nas áreas de áudio
e vídeo, os jovens podem manifestar sua criatividade
com a irreverência característica de seu modo
de vida.
A Rocinha – maior favela da América Latina (RJ)
– também dá mostras de seu desenvolvimento
e sua informatização. Numa favela que é
de vanguarda, espetada por antenas parabólicas e fios
de eletricidade, há um canal a cabo, a TV Roc, que
se intitula “A rede mais moderna de todo o Brasil a
serviço dos marginalizados”. Isso sem contar
as rádios, jornais e escolinhas de computação
espalhados pelo bairro.
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