Professor Nelson Pretto
 

Educação e comunidades virtuais

Com o enfoque no papel do educador frente à Internet e à educação, o professor Nelson Pretto, da Faculdade de Educação da UFBA (Universidade Federal da Bahia) participa da 4ª Educática estabelecendo a relação do mundo contemporâneo com a educação e a função do professor. De acordo com ele, os desafios do desenvolvimento tecnológico exigem um preparo cada vez maior do professor, vivendo plenamente a sua cidadania. “Ser cidadão é essencial para a aprendizagem das comunidades”, argumenta.

Pretto é professor e diretor da Faculdade de Educação da UFBA. Licenciado em Física e mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia, com doutorado na Escola de Comunicações e Artes da USP, ele é um crítico da forma como os novos recursos da comunicação são incorporados na educação. “Não se pode continuar a pensar que incorporar os novos recursos seja uma garantia, pura e simples, de que se está fazendo uma nova educação, uma nova escola para o futuro”.

Para Pretto, essa incorporação vem ocorrendo numa perspectiva instrumental, com uma pura e simples introdução de novos elementos - ditos mais modernos - em velhas práticas educativas. “O que precisamos é de uma integração mais efetiva entre a educação e a comunicação e isso só se dará se estes novos meios estiverem presentes nas práticas educacionais como fundamento desta nova educação”.

Novo processo do “conhecer”
O professor da UFBA afirma que é preciso aprofundar a análise de como está ocorrendo o processo de aquisição do conhecimento pelos jovens e adolescentes. Além disso, ele garante que é preciso e estudar as possibilidades de integração das novas tecnologias de comunicação e informação neste cotidiano escolar, como elementos de um novo processo do “conhecer”.

Pretto destaca que, paralelamente a esta verdadeira inundação de informações, começa-se a sentir falta de espaços de pesquisa na Internet que possibilitem aos profissionais envolvidos com a educação (formal e não-formal) amplo acesso a informações e conteúdos em língua portuguesa. “Isso estimularia e incentivaria cada escola, cada professor e cada criança a serem efetivamente produtores de conhecimento em vez de simples consumidores de informações”, conclui.