Humanização
sobrevive e se fortalece com a revolução digital
A nova concepção de aprendizagem é
o foco da palestra do professor Walther Hermann. Com o tema
A Dinâmica do Processo Pedagógico na Educação
Digital, o especialista em aprendizagem inconsciente do IDH
– Instituto de Desenvolvimento de Potencial Humano abordará
a questão da humanização nessa nova era
digital.
Conforme Hermann, na medida em que o professor estrutura
o conhecimento para ser passado ao aluno de acordo com o método
mais tradicional, ele resgata seus modelos e assim permanecerá
ensinando da maneira mais convencional possível. “Está
na hora de começarmos a aprender a aprender, ou seja,
despertar no aluno o mecanismo de como funciona o conhecimento.
E as conclusões dos assuntos abordados devem ser particulares”.
Educador, escritor e hipnólogo, ele coloca a hipnose
na aprendizagem como uma maneira saudável de despertar
consciência em diferentes níveis de percepção.
O grande desafio passa a ser de aprender a se sintonizar com
as percepções que as pessoas têm sobre
as coisas.
O fato é que, para tratar de novos paradigmas, não
se pode analisá-los ou avaliá-los com os óculos
antigos. “O mais importante não é ultrapassar
seus limites e paradigmas, mas saber onde obter a informação.
O julgamento entre o bom e o mau fica para depois”,
esclarece.
Experiência pessoal
Hermann acredita que ao longo da vida, de tudo o que se
aprende dentro e fora da escola, o que mais vale são
as experiências pessoais, que realmente permanecem.
“Todo mundo sabe que tomar leite é essencial
para a saúde. Comigo não foi assim. Tive sérios
problemas de saúde que me acompanharam por anos e só
foram resolvidos quando parei de consumir leite e derivados”,
exemplifica.
Ainda nessa teoria de quebrar os paradigmas da educação
convencional, Hermann considera uma exclamação
de Albert Einstein: "A única coisa que não
quero perder na vida é a capacidade de me surpreender,
maravilhar-me!".
Ele lembra que o próprio Eistein não foi um
bom aluno, o que mostra que a capacidade de fazer relações
e de perceber o mundo de maneira crítica ainda é
o que realmente está valendo a pena. “Se eu for
considerar os alunos da minha escola, os caras mais rebeldes
são os empresários melhor sucedidos na vida.
Por isso, os paradoxos devem ser repensados”, conclui.
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