Brasilina Passarelli

Brasil caminha para a tecnologia da informação nas escolas

Otimista com relação à introdução das novas tecnologias da informação nas escolas, Brasilina Passarelli acredita numa evolução cada vez maior das novas tecnologias aplicadas à educação no País. Doutora em ciências da comunicação pela Universidade de São Paulo, ela informa que a resistência dos anos 90 aos avanços tecnológicos já foi superada e que o professor está cada vez mais aberto às novidades em sala de aula.

Brasilina lembra que as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) vêm permeando as atividades das pessoas desde meados de 1980 e até mais fortemente a partir de 1995, com a popularização da Internet. “Por isso, as escolas não mais podem ignorar as mudanças”.

Para ela, a utilização de diferentes mídias enriquece o processo de aprendizagem por conta das linguagens utilizadas pelos alunos, que não se resumem mais à escrita. Prova disso é o site www.toligado.futuro.usp.br, um jornal interativo da escola. “O site oferece a 2800 escolas um ambiente interativo e multimídico de estímulo, pesquisa e produção do conhecimento”, argumenta.

Claro que a realidade brasileira reflete o possível e não o ideal, por conta de dificuldades estruturais e financeiras. Mesmo assim, ela lembra que o governo tem sido bem mais ativo na introdução das novas tecnologias nas escolas e faculdades, tanto públicas quanto privadas, o que se configura inclusive num instrumento de inclusão social nas comunidades mais humildes.

É importante porém que não se encare as tecnologias da informação como remédio para todos os males da escola. “A melhor forma de inutilizar uma tecnologia ou ferramenta é colocar nela a expectativa superestimada”.

Ela cita ainda a obra “The End of Education”, do autor Neil Postman, que argumenta o esvaziamento da escola por conta do fim dos valores em favor do currículo. “Agora, a escola busca novos “deuses”, mas não se deve colocar as tecnologias da informação nesse papel”.