O professor, na verdade, não está mais sendo convocado para ensinar conteúdos programáticos, mas sim para ensinar como aprender por meio das novas tecnologias. Há uma rigorosa mudança de foco na relação ensino e aprendizagem, uma vez que a figura central não é mais a do professor. Ele é, na verdade, o mediador das tensões provenientes das demandas do educando versus o potencial oferecido pelas ciências da tecnologia.

O processo de aprendizado está, justamente, na capacidade de relacionamento entre a teoria e a realidade.O professor continua a ser, portanto, uma figura importante em sala de aula, direcionando a turma na elaboração das relações entre os assuntos a serem tratados e o mundo contemporâneo. Seu papel passa a ser de um orientador, para que o aluno conserve sua direção entre as diversas alternativas de informação oferecidas pelos recursos tecnológicos.

Só o acesso à informação não basta. É preciso saber selecionar, direcionar esse imenso volume de conhecimento. Neste sentido, a tecnologia não aumenta propriamente o desempenho dos alunos, mas sim a necessidade que o professor tem de prender sua atenção, de selecionar o fundamental para estimular o senso crítico dos jovens.

A Educática vai ambientalizar espaços virtuais e possibilitará também, em tempo real, contato com professores internacionais, especialmente os espanhóis, que tratam em geral as tecnologias numa perspectiva construtivista.

As videoconferências permitirão uma perfeita interatividade com os pensadores do futuro, plugados na via única possível na história atual, que é a de transformar o homem e, principalmente, o estudante num agente selecionador de informações.

Essas novidades tecnológicas estão alterando as relações das mídias de comunicação do processo de globalização e, eventualmente, as alternativas possíveis na perspectiva de colocar o homem no centro desse universo.