Logo nos primeiros anos de vida, sentada no chão
do quarto com as amigas, a menina incorpora a figura da mãe,
que cuida dos filhos e arruma a casa. A boneca dorme num canto
enquanto a garotinha “faz o almoço” e arruma
a casa. O grande interesse de Jean Piaget se direcionou justamente
aos jogos simbólicos, que implicam na representação
de um objeto ausente, mesclando imitação e imaginação.
Entre dois e quatro anos, o jogo simbólico atinge
seu ápice. No simbolismo lúdico, o famoso jogo
do “faz-de-conta”, o bastão vira revólver,
a caixa vira um carro e a vassoura, um cavalinho.
Desse inocente jogo de faz-de-conta decorre o desenvolvimento
do lado direito do cérebro, das inesquecíveis
fantasias infantis, em que um saiote velho e um enorme par
de brincos transforma qualquer “gata borralheira”
em “Cinderela”.
Um pouco mais crescidinha, a criança já deixa
de lado as brincadeiras, para a montagem de quebra-cabeças,
joguinhos de memória e raciocínio. A fase pré-escolar,
aqui no lado Ocidental do globo, estimula o raciocínio
e a lógica, abandonando quase que por completo o valor
mais precioso da infância, que é a imaginação.
Nesta fase, os avanços tecnológicos podem ser
mais uma opção de a criança trabalhar
o lado direito do cérebro, pela possibilidade de navegar
sozinha em outras áreas diferentes da lógica.
Sendo boa parte do nível de conhecimento determinado
na infância – claro que atrelado às capacidades
inerentes de cada um – o desenvolvimento intelectual
pode ser cada vez mais estimulado pelas tecnologias da informação
e da comunicação educacional.
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