Através
da ação sobre o meio físico e da interação
com o ambiente social, processam-se o desenvolvimento e a
aprendizagem da criança. O mecanismo básico
do cérebro se dá por meio de impulsos nervosos,
que passam de um neurônio a outro, por pontes chamadas
sinapses. Submetida a estímulos, tanto táteis,
quanto da visão, audição, olfato ou paladar,
a criança se desenvolve de uma maneira mais adequada,
pela diversidade de incentivos.
O desenvolvimento do cérebro infantil, necessário
para igualar o órgão ao de um adulto, se dá
justamente pelas exigências, pelos desafios e estímulos
aos quais a criança é submetida. As primeiras
experiências da vida, então, são tão
importantes que podem mudar por completo a maneira com que
cada pessoa se desenvolve.
Jean Piaget, o pai da Teoria Construtivista, entende o conhecimento
como resultante da adaptação da criança
ao meio, algo que se constrói. Já para Lev Semyonovich
Vygotsk, cujo trabalho se voltou fundamentalmente ao desenvolvimento
cognitivo, o desenvolvimento das funções psíquicas
da criança interage continuamente com a aprendizagem.
Nas duas filosofias, o ponto comum diz respeito à necessidade
de estímulos para a interação com o meio.
Testes clínicos por todo o mundo mostram que crianças
pouco estimuladas, em todos os aspectos, não desenvolvem
de forma apropriada os sentidos de equilíbrio e localização
corporal, além de não se desenvolver intelectualmente.
À medida que vão crescendo, se adequadamente
estimuladas, esquemas de assimilação vão
se desenvolvendo. Diante de alguma dificuldade de interpretação
ocorre um desequilíbrio desta assimilação,
que leva a tentativas de solução para posterior
acomodação dos novos esquemas à realidade.
Exatamente aí entra o computador, como uma rica fonte
de estímulos durante uma fase de desenvolvimento psíquico
e neurológico. Especialmente no aspecto da interatividade
criança/computador. Criam-se modelos, opções
e das respostas a estes esquemas, certas ou erradas, decorre
a aprendizagem. |